Quero acordar e ser tua o dia inteiro
Na intimidade que a segunda pessoa do discurso permite
E até incentiva.
Dos teus braços partir para toda uma vida diária
Cansada, repleta, dormente de saudades de ti.
Para mais tarde, ao final do dia-vida
Dormir e continuar a ser sua
No vai e volta de cada dia
De cada noite
De nossas vidas.
Amém.
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Questão pouco clara, quase piada interna, meio barroca, meio freak, meio sem pé nem cabeça:
Será que algum dia vou deixar para minha posteridade particular o remorso de não ter se dado conta, em minha presença, de algo que não sei se mostro, mas desejo imensamente, diariamente, compulsivamente, mostrar?
Trough the window
Tem uma janela no quarto da menina que a faz ter um brilho inigualável no olhar. E o engraçado é que ela olha por todas as janelas da casa e nada vê além de cinzentas multidões. Mas tudo muda quando muda de janela. Em seu quarto, onde ela pode vestir seu vestido favorito, de flor, aí sim. Ela se debruça na janela e tudo vira uma extensão das flores. Olhos, ouvido, garganta, mãos, sentidos. Como uma onda gigante, devastadora ao reverso. Lindo de se ver. Mas só quem vê são os olhos do papel.
A janela, ninguém vê, só ela. Porque, se batem à porta, ela recolhe a cauda do vestido e esconde a janela embaixo do travesseiro. E só quem a conhece bem percebe que ela mirava pela janela.
(Quero ser como ela, um dia).
A janela, ninguém vê, só ela. Porque, se batem à porta, ela recolhe a cauda do vestido e esconde a janela embaixo do travesseiro. E só quem a conhece bem percebe que ela mirava pela janela.
(Quero ser como ela, um dia).
Assinar:
Postagens (Atom)