segunda-feira, 13 de junho de 2011

Festa Junina!






Santo Antônio, meu querido santinho,



Uma vez olhei pra Lua e pedi, em teu nome, um namorado.
Não precisava ser bonito, nem matreiro; bastava ser interessado.
Se tivesse interesse em ser, bastaria.
Daí, ele poderia ser tudo: príncipe, amigo, rei, poeta, mecânico, confidente, chiclete, amante, mil coisas.
A Lua, sua amiga, ouviu e correu pra contar.
O senhor, de bom grado, resolveu ajudar. Deixou as banderinhas de lado, pulou fogueira, apressou o quentão...
E mandou, de balão, alguém pra aquecer meu coração.
E essa rima safada, danada de pobrinha, é só pra comemorar
Hoje, no seu dia, meu santo querido, o seu olhar de santo, o seu coração de homem bom.
E também pra falar pra Lua, bonita... Que a gente já se casou sob o seu véu (E a bênção de Santo Antônio, que não poderia faltar)!
E que a partir daquele dia
Todas as noites frias
(Fossem elas suas, de São Pedro ou São João)
Passaram a ser aquecidas, embandeiradas, floridas, animadas
E que o tumtum da quadrilha bate forte até agora.
Eita, festança danada de boa!
Obrigada, meu Santinho querido.

domingo, 5 de junho de 2011

Ele vem chegando...

Depois de uma chuvosa semana de perdas, algumas reparáveis, outras não, finalmente o sol vem renovar as esperanças. Vem também fazer os olhos brilharem, pequenos sóis em rostos na sombra.
O amanhecer e o pôr do sol, nesses rostos, escondem sonhos que só Deus sabe.
Que o sol que vem vindo traga um tempo de bonança.

(made) to be continued

Mas depois da tempestade vem a calma.
E aí, de repente, o outro se apercebe da minha solidão e se aprochega, de mansinho. Um olhar, um carinho, um beijo, o abraço, enfim.
Duas ilhas de mãos dadas, querendo se fundir ao mar.

sábado, 4 de junho de 2011

In: solidão




É tão difícil estar só e acompanhado, cheio de letras e palavras e frases e textos em volta. Cheio de pessoas em volta, até. Mas, ainda assim, desacompanhado. Difícil mesmo, quase chato e inconveniente.

Na companhia do vento e da chuva, vou me acompanhando até mais tarde.

Na companhia de alguém, vou me ensozinhando até quando?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sinestésico

Não me lembrava do quanto era gostoso acordar e planejar minhas obrigações de acordo com o meu tempo, e não de acordo com o delas. Quando morava na infância, eu decidia brincar, pintar, estudar, sempre vivendo. Depois que me mudei, estando na casa nova, nem de casinha conseguia brincar. Até que, de brincadeira, tentei mudar de novo. E deu certo. Decidi mudar, radical. E agora as ordens vêm daqui, olha, bem daqui de dentro.


Estar no comando é uma experiência quase sinestésica. Quase, nada. É uma mistura alucinante, que periga até viciar. Sentir o tempo passar, sem pressa; ouvir, com calma, a necessidade que grita e o segredo sussurrado; experimentar sabores: em especial, o meu sabor; olhar, assistir, ler; tocar, sem correr; cheirar flores compradas pro enfeite da sala. Decidir o que fazer, o almoço, a ordem das coisas, a visita, um sem fim de decisões, imersas em um aparente sem fim do tempo. Do meu tempo.


Está tão gostoso assim...