Bela andou pelos quatro cantos da sala, rodou o mundo, conheceu deliciosos e obscuros (en)cantos das pessoas, homens e mulheres. Conheceu-se a si mesma e, depois de muito vagar, descobriu que não conhecia ninguém. Daí ficou triste, até porque só conseguia lembrar-se do seu, até então, único amor.
Bela chorou por horas, dias, anos. Acho que por uns dois anos, sei lá. Achou que não tinha mais jeito, que talvez o jeito fosse esperar as pessoas passarem, quem sabe ela... sei lá MESMO.
Até que, num belo dia, conversa vai, conversa vem... Bela, tão bonita quanto o azul do céu, olhou para o lado. E achou que viu que quem estava ao lado a olhava também. Bela suspirou... pensou... Será?
Ele a deixou passar, na verdade está deixando até agora. A diferença é que agora, quando ela passa, ele passa também. Olha lá eles dois... Indo...
Acho que daqui a pouco darão as mãos.
Serão felizes para sempre?
Sei lá, tomara que sim.
Tomara que "para sempre" não tarde muito a chegar. E que se demore para passar.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Chegaremos lá?

Ansiedade
É quando se acorda no meio da noite, se afogando em uma onda de pensamentos.
É dormir no engarrafamento, no meio da novela, em um canto qualquer.
Tudo isso esperando, ansiando, desejando, quase enlouquecendo.
Em um transe de querer saber, conhecer, ver, e mais muitos outros verbos de 2ª conjugação.
***
Desespero
É quando se anseia, se deseja, se quer. de-ses-pe-ra-da-men-te
Com tanta força, tanto empenho
Que, quando se tem, nem se deseja mais tanto assim.
***
Horizonte
É aquele lugar onde vivem, marido e mulher, desespero e ansiedade.
É lá onde eles ficam, de cima da pedra, com perfeita visão
Vislumbrando meus sonhos e desejos.
E, em meus sonhos, despertam meus desejos
De ansiar, desesperadamente, alcançá-lo um dia.
***
Tão ansiosa que já vejo um horizonte de desesperos.
Conversa Afiada
Engraçado como as pessoas são diferentes... E como elas se aceitam para aceitar os outros. Deixa eu explicar: tem alguém que eu amo muito que me pediu para postar isso:
http://">http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/08/26/dilma-abre-20-pontos-folha-descobre-que-serra-e-uma-fraude/
Eu achei muito interessante, mas ele achou o máximo!
Eu achei que não combina com este blog, mas ele acha que é preciso divulgação.
Então, queridos leitores, já que está me faltando inspiração por esses longos dias, fica a dica.
Para os que gostam de política, sarcasmo e PT, deliciem-se.
http://">http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/08/26/dilma-abre-20-pontos-folha-descobre-que-serra-e-uma-fraude/
Eu achei muito interessante, mas ele achou o máximo!
Eu achei que não combina com este blog, mas ele acha que é preciso divulgação.
Então, queridos leitores, já que está me faltando inspiração por esses longos dias, fica a dica.
Para os que gostam de política, sarcasmo e PT, deliciem-se.
sábado, 24 de julho de 2010
Chovem amores na rua do matador
Festlip.
Está rolando um festival de teatro, música e gastronomia comuns aos países falantes da língua portuguesa. Pena que pouca gente sabe. Nós, por aqui, só ficamos sabendo na metade do caminho; pelo menos só tivemos a possibilidade de participar na metade do caminho. E aí, pra compensar, assistimos à peça que intitula este post, que é maravilhosa, porque foi escrita pelo Mia Couto e pelo Agualusa. (de minha opinião mais pela parte daquele do que deste, ok.)
É assim: um homem, de 49 anos (ou algo assim), decide voltar à cidade onde passara parte de sua vida, onde moram os seus três amores. Decide que é preciso matar o passado para viver o futuro (e até mesmo o presente). Decide, então, matar as três tais, suas três desgraças, esses seus três amores. Melhor: decide matar toda a cidade, cortando o mal pela raiz, e assim, (re)fazer-se.
Ele, porém, não é homem-macho para matá-las. Não é homem nem para ouvir de verdade, porque só ouve no sonho: "Não podemos matar-te a ti, pois há muito que já morreste dentro de nós".
E ele se morre. Não uma, nem duas, nem três. Quatro ou cinco vezes precisará fazer essa viagem. E, como as gotas da chuva, que teimam em derramar amores naquela rua deserta, na rua daquele Matador, forma-se o ciclo da água, até que a vida passe. E repasse. E se repasse.
***
Fiquei pensando depois em como é estranho matar pessoas dentro de nós. Deixá-las lá, mortinhas da silva, com uma lápide de lembranças, convivendo com gramas fresquinhas, terras recém-descobertas. Nossa... fiquei assustada em rezar uma Ave-Maria pelas almas do meu purgatório, que às vezes nem mesmo na memória eu me lembro de ressuscitar.
Nota:
Não há nada melhor do que uma surpresa.
Ah, tem sim: é quando alguém CHEGA de surpresa.
E deixa o seu coração surpreendentemente cheio de alegrias e vontades. De esperança, de saudade de novo.
:)
Ah, tem sim: é quando alguém CHEGA de surpresa.
E deixa o seu coração surpreendentemente cheio de alegrias e vontades. De esperança, de saudade de novo.
:)
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